GOVERNANÇA E QUALIDADE DOS DADOS

Antes do número, a qualidade.

Completude, consistência, horizonte de observação e proteção de dados agregados aplicados aos registros administrativos do SUS.

Identificação das pessoas
94% – 95%

Dos registros do ambulatorial individualizado trazem o cartão SUS, de jun/2022 a jun/2024

Horizonte da análise
30/06/2024

Data de corte da análise; a identificação nos registros do DataSUS cai a partir do segundo semestre de 2024

Ligação Ambulatório / Hospital
8% – 15%

Das internações (SIH) se ligam a uma pessoa do ambulatório (SIA), de 2008 a 2022–2024; as duas nunca são somadas sem aviso

Proteção de dados agregados
Limiar 10

Contagens abaixo de 10 pessoas aparecem como "menos de 10"; as demais são arredondadas em múltiplos de 5

Quatro cuidados com a qualidade do dado

Critérios registrados no protocolo

1. Observabilidade e Horizonte Temporal

Acompanhar uma pessoa no tempo depende do cartão SUS. Até meados de 2024 ele estava em quase todos os registros do ambulatorial individualizado; desde então, cresce a parcela de registros sem ele:

2022 – Jun/2024
5% – 6% sem cartão
Dezembro/2024
10% sem cartão
Junho/2025
20% sem cartão
Abril/2026
31% sem cartão
Decisão de Protocolo: Todos os indicadores do RareSign param em 30 de junho de 2024, para que todas as contagens usem o mesmo período de identificação estável.
Medido na base do Genius Cohort em 07/10/2026

2. Desvinculação Hospitalar e Ambulatorial

No SUS, a internação hospitalar (SIH) segue rotinas de faturamento e identificadores distintos dos do atendimento ambulatorial (SIA). Apenas 8% a 15% das internações se ligam a uma pessoa do ambulatório.

Ambulatório (SIA)

Identificação por paciente, dispensação contínua de medicamentos, seguimento no tempo.

Internações (SIH)

Registro por internação; fraca vinculação ao histórico ambulatorial (8% a 15% ligadas).

Regra do RareSign: Quem aparece apenas na internação é mantido à parte e nunca é somado aos pacientes do ambulatório sem aviso explícito.
Medição em 16 anos de internações (SIH)

3. Proteção de dados agregados e controle de divulgação estatística

Como as doenças raras atingem poucas pessoas, publicar contagens pequenas poderia ajudar a identificar alguém. O RareSign aplica três controles complementares de divulgação estatística, que reduzem esse risco sem eliminá-lo por completo:

Regra 1: Supressão de pequenas contagens

Qualquer contagem de 0 a 9 pessoas aparece como menos de 10

Regra 2: Arredondamento em múltiplos de 5

Contagens de 10 ou mais pessoas são sistematicamente arredondadas para múltiplos de 5 (ex: 23 vira 25; 11 vira 10).

Regra 3: Supressão complementar

Se exatamente um número de um conjunto com total publicado (regiões, faixas de idade, anos) fica protegido, o menor número visível seguinte também é protegido, para que ele não possa ser deduzido por subtração. Um teste automático confere isso antes de cada exportação.

Protocolo, seção 7, e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

4. Limites de Interpretação e RDC 657

Dois princípios orientam a leitura de tudo o que é divulgado no portal:

Onde se Registra vs. Onde se Adoece:

No piloto, o excesso regional do perfil de risco vinha de poucos estabelecimentos que registram exames por paciente, e o mapa não passou nos testes de validade geográfica. As demais condições não foram submetidas a esses testes, e o RareSign não localiza o risco de nenhuma delas: mostra onde se reconhece e se investiga mais.

Epidemiologia Populacional, Não Diagnóstico:

O RareSign apoia a pesquisa e o planejamento em saúde coletiva. Não substitui consulta médica, propedêutica clínica nem confirmação laboratorial individual.

Uso declarado · RDC Anvisa 657/2022