Vasculites associadas ao ANCA (granulomatose com poliangiite e poliangiite microscópica)
Inflamação dos vasos sanguíneos pequenos, que pode atingir nariz, pulmões e rins. O SUS trata com medicamentos do protocolo, como rituximabe e ciclofosfamida, que também são usados em outras doenças.
Fontes SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024Situação resultado estatístico preliminar · 95 reconhecidos no testePacote clínico Elaborado com apoio de inteligência artificial e aprovado por revisão dupla automatizada; ainda sem revisão por especialistas clínicos. Granulomatose com poliangiite e poliangiite microscópica (M31.3 ou M31.7 em 2 meses); a granulomatose eosinofílica fica fora, como no PCDT. O ANCA não existe no SUS. Algumas referências ainda estão em conferência.
Quem o SUS reconhece
O SUS reconheceu 495 pessoas novas com Vasculites ANCA de 2011 a 2023
Em acompanhamento (jun/2024)33569% mulheres
Reconhecidas até jun/2024610
Esperados (faixa de referência)2.140 a 19.280Orphanet · 1-9 / 100 000
O exame do ANCA não existe na tabela do SUS. Os registros ficam muito abaixo do esperado pela literatura, por falta de registro, e não por uso do código para outra coisa. "Esperados" é uma faixa epidemiológica de referência, extrapolada da frequência publicada da doença, quase sempre medida em outros países. A diferença entre esperados e reconhecidos não corresponde ao número de pessoas sem diagnóstico: pode refletir atendimento só na saúde suplementar, óbitos, codificação, disponibilidade dos registros e diferenças epidemiológicas.
Pessoas novas reconhecidas por ano
201130
201215
201320
201430
201530
201650
201740
201850
201960
202035
202135
202245
202365
Em acompanhamento por grande região
Nortemenos de 10
Nordeste30
Sudeste210
Sul85
Centro-Oestemenos de 10
Odisseia diagnóstica
Entre quem já usava o SUS havia 2 anos, 8 em cada 10 pessoas com Vasculites ANCA chegam ao reconhecimento sem nenhum sinal da doença anotado antes
Sem nenhum sinal antes81,7%entre quem tinha 2 anos de história no SUS
Já chegam reconhecidas11%primeiro contato com o SUS já com o registro de reconhecimento
Idade mediana no reconhecimento47 anos
Quando apareceu o primeiro sinal
Sem sinal registrado240
Só nos 3 meses antes (investigação)menos de 10
3 a 12 meses antesmenos de 10
1 a 2 anos antes10
2 a 5 anos antes20
Idade no reconhecimento
0 a 9 anos10
10 a 1930
20 a 2945
30 a 3975
40 a 49105
50 a 59110
60 a 6975
70 ou mais40
Sinais que antecedem o reconhecimento
Consulta com reumatologista: mais de 50× mais comum nos anos antes do reconhecimento
Somando sinais, consultas com especialista e exames, 40,7% das pessoas com Vasculites ANCA mostravam algo antes, contra 1,8% das pessoas comparadas.
Quantas vezes mais comum antes do reconhecimento (escala logarítmica)
Consulta com reumatologistamais de 50× · 8,8% dos casos
Sinusite crônica, otite média crônica29,1× · 5,4% dos casos
FAN e complemento C3 e C424,7× · 7,1% dos casos
Achado anormal na imagem do pulmão, cavidademais de 20× · 3,4% dos casos
Consulta com nefrologista13,8× · 3,7% dos casos
Consulta com otorrinolaringologista6,5× · 5,1% dos casos
Cascata do cuidado
Sem medicamento específico registrado por pessoa no SUS
Em acompanhamento335
Desempenho da regra
Resultado preliminar: associação estatisticamente significativa, mas ainda com poucos casos para chamar de validação
13 em cada 100 já estavam no grupo de mais pontos (até 1% das pessoas avaliadas) · pelo acaso, menos de 1Cada bonequinho representa 1% das pessoas reconhecidas que o teste podia avaliar.
Os pontos vêm dos sinais registrados no SUS. Entre as pessoas que o SUS reconheceu com vasculite associada ao ANCA de 2019 a 2023 e que o teste podia avaliar (as que já usavam o SUS havia pelo menos 2 anos), cerca de 13 em cada 100 (12,5%) já estavam no grupo de mais pontos no 1º de janeiro anterior ao reconhecimento. Esse grupo reúne no máximo 1% das pessoas avaliadas; pelo acaso, seria menos de 1 em cada 100. Como são poucas pessoas, o número real pode estar entre 7 e 21 em cada 100.
Estar no grupo de mais pontos não quer dizer ter vasculite associada ao ANCA: a grande maioria das pessoas do grupo não foi reconhecida nos 2 anos seguintes. Por isso a pontuação serve para planejar serviços e pesquisa, não para apontar pessoas.
No teste principal, feito no grupo menor, de até 1 em cada mil pessoas com mais pontos, a diferença em relação ao acaso foi estatisticamente significativa. Mas o teste contou só 95 pessoas reconhecidas, menos que o mínimo de 100 exigido para falar em validação; por isso o resultado ainda é preliminar.