Genética

Síndrome de Turner

Condição genética de meninas e mulheres em que falta, no todo ou em parte, um dos cromossomos X; costuma causar baixa estatura e falha no desenvolvimento dos ovários. O SUS fornece o hormônio de crescimento; os hormônios femininos não aparecem por paciente nos registros.

Fontes SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024Situação validação estatística retrospectiva · 350 reconhecidos no testePacote clínico Elaborado com apoio de inteligência artificial e aprovado por revisão dupla automatizada; ainda sem revisão por especialistas clínicos. Parte das referências das explicações alternativas ainda está em conferência. Limite: a definição acha uma fração das esperadas; isso baixa o valor preditivo medido.

Quem o SUS reconhece

O SUS reconheceu 4.775 pessoas novas com Turner de 2011 a 2023

Em acompanhamento (jun/2024)2.935
Reconhecidas até jun/20246.645
Esperados (faixa de referência)21.420 a 107.110Orphanet · 1-5 / 10 000

O SUS reconhece só uma parte das mulheres que a literatura espera. Como muitas mulheres com Turner nunca são reconhecidas, o valor preditivo medido fica mais baixo, sem que a regra esteja errada. A menina diagnosticada ao nascer não entra na jornada medida. "Esperados" é uma faixa epidemiológica de referência, extrapolada da frequência publicada da doença, quase sempre medida em outros países. A diferença entre esperados e reconhecidos não corresponde ao número de pessoas sem diagnóstico: pode refletir atendimento só na saúde suplementar, óbitos, codificação, disponibilidade dos registros e diferenças epidemiológicas.

Pessoas novas reconhecidas por ano

2011380
2012350
2013320
2014305
2015320
2016305
2017390
2018435
2019450
2020310
2021420
2022375
2023415

Em acompanhamento por grande região

Norte180
Nordeste560
Sudeste1.445
Sul510
Centro-Oeste225
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Odisseia diagnóstica

Entre quem já usava o SUS havia 2 anos, 9 em cada 10 pessoas com Turner chegam ao reconhecimento sem nenhum sinal da doença anotado antes

Sem nenhum sinal antes94,2%entre quem tinha 2 anos de história no SUS
Já chegam reconhecidas46%primeiro contato com o SUS já com o registro de reconhecimento
Idade mediana no reconhecimento11 anos

Quando apareceu o primeiro sinal

Sem sinal registrado1.215
Só nos 3 meses antes (investigação)menos de 10
3 a 12 meses antesmenos de 10
1 a 2 anos antes15
2 a 5 anos antes45

Idade no reconhecimento

0 a 9 anos1.400
10 a 191.545
20 a 29225
30 a 39160
40 a 4950
50 a 5920
60 a 69menos de 10
70 ou maismenos de 10
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Sinais que antecedem o reconhecimento

Consulta com geneticista: 46,1× mais comum nos anos antes do reconhecimento

Somando sinais, consultas com especialista e exames, 51,2% das pessoas com Turner mostravam algo antes, contra 13,5% das pessoas comparadas.

Quantas vezes mais comum antes do reconhecimento (escala logarítmica)

Consulta com geneticista46,1× · 3,4% dos casos
Cariótipo44,2× · 5,5% dos casos
Coarctação da aorta, doença congênita da valva aórticamais de 25× · 1,1% dos casos
Consulta com endocrinologista16,9× · 7,8% dos casos
Ecocardiograma6,4× · 29,5% dos casos
Consulta com cardiologista5,8× · 19,5% dos casos
Audiometria5,6× · 1,6% dos casos
Otite crônica e perda de audição neurossensorial4× · 2,9% dos casos
Consulta com otorrinolaringologista3,4× · 3,5% dos casos
Consulta com ginecologista0,9× · 2,6% dos casos
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Cascata do cuidado

52% das pessoas em acompanhamento receberam o medicamento em 2024

Em acompanhamento2.935
Já recebeu o medicamento2.465 (84%)
Em tratamento em 20241.540 (52%)
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Desempenho da regra

Validação estatística retrospectiva: a regra antecipa parte dos reconhecimentos, para planejamento, não para apontar pessoas

23 em cada 100 já estavam no grupo de mais pontos (até 1% das pessoas avaliadas) · pelo acaso, menos de 1Cada bonequinho representa 1% das pessoas reconhecidas que o teste podia avaliar.

Os pontos vêm dos sinais registrados no SUS. Entre as pessoas que o SUS reconheceu com síndrome de Turner de 2019 a 2023 e que o teste podia avaliar (as que já usavam o SUS havia pelo menos 2 anos), cerca de 23 em cada 100 (22,6%) já estavam no grupo de mais pontos no 1º de janeiro anterior ao reconhecimento. Esse grupo reúne no máximo 1% das pessoas avaliadas; pelo acaso, seria menos de 1 em cada 100.

Estar nesse grupo não quer dizer ter síndrome de Turner: das pessoas que entraram no grupo, só cerca de 1 em cada 3,7 mil foi reconhecida pelo SUS nos 2 anos seguintes. Por isso a pontuação serve para planejar serviços e pesquisa, não para apontar pessoas.

O teste contou 350 pessoas reconhecidas. No teste principal, feito no grupo menor, de até 1 em cada mil pessoas com mais pontos, a diferença em relação ao acaso foi estatisticamente significativa, já descontado o fato de 49 doenças terem sido testadas. Com 100 ou mais pessoas reconhecidas, o resultado é uma validação estatística retrospectiva sobre os registros do SUS, não uma confirmação de diagnóstico.

SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado