Genética

Neurofibromatose tipo 1

Doença genética que causa manchas café com leite na pele e tumores benignos nos nervos (neurofibromas), com início na infância. Não há protocolo clínico nem medicamento no SUS.

Fontes SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024Situação validação estatística retrospectiva · 355 reconhecidos no testePacote clínico Elaborado com apoio de inteligência artificial e aprovado por revisão dupla automatizada; ainda sem revisão por especialistas clínicos. Q85.0 (neurofibromatose sem tipo; a grande maioria é tipo 1) repetido com 3 meses de intervalo ou visto num serviço de doenças raras; quem é reconhecido na entrada do serviço fica fora dos eventos do teste; sensibilidade obrigatória só com primeiro registro antes dos 20 anos. Algumas referências ainda estão em conferência.

Quem o SUS reconhece

O SUS reconheceu 2.630 pessoas novas com NF1 de 2011 a 2023

Em acompanhamento (jun/2024)1.89560% mulheres
Reconhecidas até jun/20243.160
Esperados (faixa de referência)21.420 a 107.110Orphanet · 1-5 / 10 000

O primeiro registro cresce a partir de 2019, sobretudo em adultos, e com mais mulheres que nos estudos com crianças. Parte pode ser diagnóstico antigo que só agora recebeu o código; por isso o teste é repetido só com quem teve o primeiro registro antes dos 20 anos. "Esperados" é uma faixa epidemiológica de referência, extrapolada da frequência publicada da doença, quase sempre medida em outros países. A diferença entre esperados e reconhecidos não corresponde ao número de pessoas sem diagnóstico: pode refletir atendimento só na saúde suplementar, óbitos, codificação, disponibilidade dos registros e diferenças epidemiológicas.

Pessoas novas reconhecidas por ano

2011140
2012120
2013140
2014145
2015130
2016135
2017220
2018205
2019255
2020170
2021220
2022415
2023330

Em acompanhamento por grande região

Norte55
Nordeste325
Sudeste870
Sul495
Centro-Oeste140
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Odisseia diagnóstica

Entre quem já usava o SUS havia 2 anos, 9 em cada 10 pessoas com NF1 chegam ao reconhecimento sem nenhum sinal da doença anotado antes

Sem nenhum sinal antes89,7%entre quem tinha 2 anos de história no SUS
Já chegam reconhecidas21%primeiro contato com o SUS já com o registro de reconhecimento
Idade mediana no reconhecimento16 anos

Quando apareceu o primeiro sinal

Sem sinal registrado1.185
Só nos 3 meses antes (investigação)15
3 a 12 meses antes30
1 a 2 anos antes25
2 a 5 anos antes65

Idade no reconhecimento

0 a 9 anos835
10 a 19610
20 a 29335
30 a 39295
40 a 49265
50 a 59180
60 a 6980
70 ou mais25
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Sinais que antecedem o reconhecimento

Consulta com geneticista: 116,6× mais comum nos anos antes do reconhecimento

Somando sinais, consultas com especialista e exames, 60,5% das pessoas com NF1 mostravam algo antes, contra 19,7% das pessoas comparadas. A avaliação em serviço de doenças raras e o aconselhamento genético não pontuam: contam como investigação até 12 meses antes do reconhecimento.

Quantas vezes mais comum antes do reconhecimento (escala logarítmica)

Consulta com geneticista116,6× · 11,5% dos casos
Consulta com neurocirurgião15× · 2,7% dos casos
Escoliose na criança9× · 1,4% dos casos
Consulta com dermatologista8,7× · 6,7% dos casos
Exame genético8,5× · 1,1% dos casos
Consulta com neurologista5× · 7,1% dos casos
Epilepsia2,7× · 1,8% dos casos
Exame de fundo de olho2,5× · 2,2% dos casos
Consulta com oftalmologista2,3× · 24,6% dos casos
Autismo (sem Rett)1,8× · 2,8% dos casos
Consulta com ortopedista1,6× · 6,1% dos casos
Transtorno de aprendizagem e hiperatividade1,3× · 0,9% dos casos
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Cascata do cuidado

Sem medicamento específico registrado por pessoa no SUS

Em acompanhamento1.895
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Desempenho da regra

Validação estatística retrospectiva: a regra antecipa parte dos reconhecimentos, para planejamento, não para apontar pessoas

25 em cada 100 já estavam no grupo de mais pontos (até 1% das pessoas avaliadas) · pelo acaso, menos de 1Cada bonequinho representa 1% das pessoas reconhecidas que o teste podia avaliar.

Os pontos vêm dos sinais registrados no SUS. Entre as pessoas que o SUS reconheceu com neurofibromatose tipo 1 de 2019 a 2023 e que o teste podia avaliar (as que já usavam o SUS havia pelo menos 2 anos), cerca de 25 em cada 100 (24,9%) já estavam no grupo de mais pontos no 1º de janeiro anterior ao reconhecimento. Esse grupo reúne no máximo 1% das pessoas avaliadas; pelo acaso, seria menos de 1 em cada 100.

Estar nesse grupo não quer dizer ter neurofibromatose tipo 1: das pessoas que entraram no grupo, só cerca de 1 em cada 4,9 mil foi reconhecida pelo SUS nos 2 anos seguintes. Por isso a pontuação serve para planejar serviços e pesquisa, não para apontar pessoas.

O teste contou 355 pessoas reconhecidas. No teste principal, feito no grupo menor, de até 1 em cada mil pessoas com mais pontos, a diferença em relação ao acaso foi estatisticamente significativa, já descontado o fato de 49 doenças terem sido testadas. Com 100 ou mais pessoas reconhecidas, o resultado é uma validação estatística retrospectiva sobre os registros do SUS, não uma confirmação de diagnóstico.

Análises de sensibilidade registradas antes de contar: Sem a exclusão de registros implausíveis. Com uma exclusão mais ampla de registros implausíveis (estados e períodos acima da metade do teto). Só com quem teve o primeiro registro antes dos 20 anos: se a regra não passar nesta versão, a doença fica preliminar.

SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado