Lisossômica

Mucopolissacaridose tipo II

Mucopolissacaridose tipo II: doença genética em que falta uma enzima e substâncias se acumulam em vários órgãos e tecidos. O SUS fornece a reposição enzimática (idursulfase), mas não para a forma grave com regressão.

Fontes SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024Situação resultado estatístico preliminar · 15 reconhecidos no testePacote clínico Elaborado com apoio de inteligência artificial e aprovado por revisão dupla automatizada; ainda sem revisão por especialistas clínicos. Subtipo reconhecido pela sua reposição enzimática; quem apareceu na chegada do medicamento fica fora do teste; por subtipo, sempre preliminar.

Quem o SUS reconhece

O SUS reconheceu 105 pessoas novas com MPS II de 2011 a 2023

Em acompanhamento (jun/2024)22014% mulheres
Reconhecidas até jun/2024255
Esperados (faixa de referência)210 a 1.930Orphanet · 1-9 / 1 000 000

Os medicamentos chegaram ao SUS entre 2018 e 2023, e muitas crianças já diagnosticadas só entraram nos registros quando o remédio chegou; elas ficam à parte e fora do teste. "Esperados" é uma faixa epidemiológica de referência, extrapolada da frequência publicada da doença, quase sempre medida em outros países. A diferença entre esperados e reconhecidos não corresponde ao número de pessoas sem diagnóstico: pode refletir atendimento só na saúde suplementar, óbitos, codificação, disponibilidade dos registros e diferenças epidemiológicas.

Pessoas novas reconhecidas por ano

2011menos de 10
2012menos de 10
2013menos de 10
2014menos de 10
2015menos de 10
2016menos de 10
201710
201810
2019menos de 10
2020menos de 10
202120
202225
202315

Em acompanhamento por grande região

Norte20
Nordeste60
Sudeste95
Sul20
Centro-Oeste20
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Odisseia diagnóstica

Entre quem já usava o SUS havia 2 anos, 7 em cada 10 pessoas com MPS II chegam ao reconhecimento sem nenhum sinal da doença anotado antes

Sem nenhum sinal antes74,4%entre quem tinha 2 anos de história no SUS
Já chegam reconhecidas29%primeiro contato com o SUS já com o registro de reconhecimento
Idade mediana no reconhecimento6 anos

Quando apareceu o primeiro sinal

Sem sinal registrado30
1 a 2 anos antesmenos de 10
2 a 5 anos antesmenos de 10

Idade no reconhecimento

0 a 9 anos65
10 a 1930
20 a 29menos de 10
30 a 39menos de 10
40 a 49menos de 10
50 a 59menos de 10
60 a 69menos de 10
70 ou maismenos de 10
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Sinais que antecedem o reconhecimento

Consulta com cardiologista: 7,3× mais comum nos anos antes do reconhecimento

Somando sinais, consultas com especialista e exames, 69,8% das pessoas com MPS II mostravam algo antes, contra 26,5% das pessoas comparadas.

Quantas vezes mais comum antes do reconhecimento (escala logarítmica)

Consulta com cardiologista7,3× · 30,2% dos casos
Ecocardiograma5,8× · 27,9% dos casos
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Cascata do cuidado

82% das pessoas em acompanhamento receberam o medicamento em 2024

Em acompanhamento220
Em tratamento em 2024180 (82%)
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Desempenho da regra

Resultado preliminar: associação estatisticamente significativa, mas ainda com poucos casos para chamar de validação

Os pontos vêm dos sinais registrados no SUS. Os números do grupo de mais pontos ficam protegidos, porque envolvem menos de 10 pessoas.

Estar no grupo de mais pontos não quer dizer ter MPS tipo II: a grande maioria das pessoas do grupo não foi reconhecida nos 2 anos seguintes. Por isso a pontuação serve para planejar serviços e pesquisa, não para apontar pessoas.

No teste principal, feito no grupo menor, de até 1 em cada mil pessoas com mais pontos, a diferença em relação ao acaso foi estatisticamente significativa. Mas o teste contou só 15 pessoas reconhecidas, menos que o mínimo de 100 exigido para falar em validação; por isso o resultado ainda é preliminar.

SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado