Imunológica

Imunodeficiências primárias com defeito de anticorpos

Doenças do sistema de defesa, de origem genética, em que o corpo produz poucos anticorpos ou anticorpos que não funcionam, o que leva a infecções de repetição. O SUS trata com reposição de imunoglobulina.

Fontes SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024Situação validação estatística retrospectiva · 560 reconhecidos no testePacote clínico Elaborado com apoio de inteligência artificial e aprovado por revisão dupla automatizada; ainda sem revisão por especialistas clínicos. Só as deficiências de anticorpos do PCDT tratadas com imunoglobulina; grupo heterogêneo.

Quem o SUS reconhece

O SUS reconheceu 5.315 pessoas novas com Imunodeficiências de 2011 a 2023

Em acompanhamento (jun/2024)3.33056% mulheres
Reconhecidas até jun/20246.740
Esperados (faixa de referência)210 a 1.930Orphanet · 1-9 / 1 000 000

O grupo é heterogêneo: a agamaglobulinemia aparece na criança pequena e a imunodeficiência comum variável no adulto. As imunodeficiências combinadas graves, do bebê, não entram na definição principal. "Esperados" é uma faixa epidemiológica de referência, extrapolada da frequência publicada da doença, quase sempre medida em outros países. A diferença entre esperados e reconhecidos não corresponde ao número de pessoas sem diagnóstico: pode refletir atendimento só na saúde suplementar, óbitos, codificação, disponibilidade dos registros e diferenças epidemiológicas.

Pessoas novas reconhecidas por ano

2011315
2012285
2013290
2014350
2015385
2016410
2017395
2018525
2019475
2020320
2021570
2022500
2023495

Em acompanhamento por grande região

Norte70
Nordeste345
Sudeste2.175
Sul485
Centro-Oeste235
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Odisseia diagnóstica

Entre quem já usava o SUS havia 2 anos, 8 em cada 10 pessoas com Imunodeficiências chegam ao reconhecimento sem nenhum sinal da doença anotado antes

Sem nenhum sinal antes82,6%entre quem tinha 2 anos de história no SUS
Já chegam reconhecidas36%primeiro contato com o SUS já com o registro de reconhecimento
Idade mediana no reconhecimento27 anos

Quando apareceu o primeiro sinal

Sem sinal registrado1.300
Só nos 3 meses antes (investigação)35
3 a 12 meses antes55
1 a 2 anos antes60
2 a 5 anos antes125

Idade no reconhecimento

0 a 9 anos1.195
10 a 19505
20 a 29410
30 a 39655
40 a 49485
50 a 59385
60 a 69235
70 ou mais100
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Sinais que antecedem o reconhecimento

Consulta com alergista e imunologista: 58,3× mais comum nos anos antes do reconhecimento

Somando sinais, consultas com especialista e exames, 22,7% das pessoas com Imunodeficiências mostravam algo antes, contra 3,5% das pessoas comparadas.

Quantas vezes mais comum antes do reconhecimento (escala logarítmica)

Consulta com alergista e imunologista58,3× · 2,4% dos casos
Plaqueta baixa imune e anemia hemolítica autoimunemais de 50× · 1,6% dos casos
Contagem de linfócitosmais de 50× · 1,6% dos casos
Dosagem de complemento23,3× · 0,9% dos casos
Bronquiectasiamais de 20× · 0,7% dos casos
Septicemia, meningite bacteriana, abscesso de pulmão ou fígado, empiema13,3× · 1,8% dos casos
Giárdia e diarreia crônica9,1× · 0,7% dos casos
Consulta com infectologista6,6× · 0,6% dos casos
Otite supurativa crônica, mastoidite crônica, sinusite crônica6× · 0,6% dos casos
Pneumonia6× · 11% dos casos
Consulta com otorrinolaringologista2,5× · 1,8% dos casos
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Cascata do cuidado

62% das pessoas em acompanhamento receberam o medicamento em 2024

Em acompanhamento3.330
Em tratamento em 20242.055 (62%)
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Desempenho da regra

Validação estatística retrospectiva: a regra antecipa parte dos reconhecimentos, para planejamento, não para apontar pessoas

13 em cada 100 já estavam no grupo de mais pontos (até 1% das pessoas avaliadas) · pelo acaso, menos de 1Cada bonequinho representa 1% das pessoas reconhecidas que o teste podia avaliar.

Os pontos vêm dos sinais registrados no SUS. Entre as pessoas que o SUS reconheceu com imunodeficiência primária com defeito de anticorpos de 2019 a 2023 e que o teste podia avaliar (as que já usavam o SUS havia pelo menos 2 anos), cerca de 13 em cada 100 (12,8%) já estavam no grupo de mais pontos no 1º de janeiro anterior ao reconhecimento. Esse grupo reúne no máximo 1% das pessoas avaliadas; pelo acaso, seria menos de 1 em cada 100.

Estar nesse grupo não quer dizer ter imunodeficiência primária com defeito de anticorpos: das pessoas que entraram no grupo, só cerca de 1 em cada 5,4 mil foi reconhecida pelo SUS nos 2 anos seguintes. Por isso a pontuação serve para planejar serviços e pesquisa, não para apontar pessoas.

O teste contou 560 pessoas reconhecidas. No teste principal, feito no grupo menor, de até 1 em cada mil pessoas com mais pontos, a diferença em relação ao acaso foi estatisticamente significativa, já descontado o fato de 49 doenças terem sido testadas. Com 100 ou mais pessoas reconhecidas, o resultado é uma validação estatística retrospectiva sobre os registros do SUS, não uma confirmação de diagnóstico.

SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado