Doença genética e hereditária do cérebro que causa movimentos involuntários, alterações de comportamento e perda progressiva da memória e do raciocínio. Não há protocolo clínico nem medicamento próprio no SUS.
Fontes SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024Situação validação estatística retrospectiva · 170 reconhecidos no testePacote clínico Elaborado com apoio de inteligência artificial e aprovado por revisão dupla automatizada; ainda sem revisão por especialistas clínicos. G10 repetido com 3 meses de intervalo; fora o registro implausível do Paraná e do Maranhão em 2011–2018, com duas sensibilidades; pode incluir fenocópias, como a semelhante a Huntington tipo 2. Sinais de movimento só antes do primeiro antipsicótico.
Quem o SUS reconhece
O SUS reconheceu 4.655 pessoas novas com Huntington de 2011 a 2023
Em acompanhamento (jun/2024)2.13069% mulheres
Reconhecidas até jun/20244.920
Esperados (faixa de referência)2.140 a 19.280Orphanet · 1-9 / 100 000
Houve um excesso de registros sem explicação clínica no Paraná e no Maranhão entre 2011 e 2018; essas pessoas ficam fora da população avaliada. O código pode incluir doenças parecidas com Huntington, que só o teste genético separa. "Esperados" é uma faixa epidemiológica de referência, extrapolada da frequência publicada da doença, quase sempre medida em outros países. A diferença entre esperados e reconhecidos não corresponde ao número de pessoas sem diagnóstico: pode refletir atendimento só na saúde suplementar, óbitos, codificação, disponibilidade dos registros e diferenças epidemiológicas.
Pessoas novas reconhecidas por ano
2011245
2012495
2013435
2014575
2015815
2016795
2017585
2018200
2019120
202065
2021100
202295
2023130
Em acompanhamento por grande região
Norte20
Nordeste120
Sudeste285
Sul1.680
Centro-Oeste25
Odisseia diagnóstica
Entre quem já usava o SUS havia 2 anos, 9 em cada 10 pessoas com Huntington chegam ao reconhecimento sem nenhum sinal da doença anotado antes
Sem nenhum sinal antes89,9%entre quem tinha 2 anos de história no SUS
Já chegam reconhecidas34%primeiro contato com o SUS já com o registro de reconhecimento
Idade mediana no reconhecimento52 anos
Quando apareceu o primeiro sinal
Sem sinal registrado1.125
Só nos 3 meses antes (investigação)30
3 a 12 meses antes20
1 a 2 anos antes15
2 a 5 anos antes65
Idade no reconhecimento
0 a 9 anos70
10 a 19160
20 a 29375
30 a 39500
40 a 49920
50 a 591.165
60 a 69945
70 ou mais515
Sinais que antecedem o reconhecimento
Coreia: mais de 20× mais comum nos anos antes do reconhecimento
Somando sinais, consultas com especialista e exames, 17,7% das pessoas com Huntington mostravam algo antes, contra 3,8% das pessoas comparadas. Sinais de movimento só contam quando aparecem antes do primeiro antipsicótico (mesma regra de Wilson). A avaliação em serviço de doenças raras e o aconselhamento genético não pontuam: contam como investigação até 12 meses antes do reconhecimento.
Quantas vezes mais comum antes do reconhecimento (escala logarítmica)
Coreiamais de 20× · 0,8% dos casos
Consulta com geneticistamais de 20× · 0,8% dos casos
Consulta com neurologista13,3× · 5% dos casos
Distonia e parkinsonismo antes dos 55 anos11,6× · 1,4% dos casos
Consulta com psiquiatra3,9× · 0,9% dos casos
Psicose e transtorno mental orgânico3,3× · 3,5% dos casos
Depressão e transtorno obsessivo-compulsivo persistentes2,4× · 1,6% dos casos
Cascata do cuidado
Sem medicamento específico registrado por pessoa no SUS
Em acompanhamento2.130
Desempenho da regra
Validação estatística retrospectiva: a regra antecipa parte dos reconhecimentos, para planejamento, não para apontar pessoas
10 em cada 100 já estavam no grupo de mais pontos (até 1% das pessoas avaliadas) · pelo acaso, menos de 1Cada bonequinho representa 1% das pessoas reconhecidas que o teste podia avaliar.
Os pontos vêm dos sinais registrados no SUS. Entre as pessoas que o SUS reconheceu com doença de Huntington de 2019 a 2023 e que o teste podia avaliar (as que já usavam o SUS havia pelo menos 2 anos), cerca de 10 em cada 100 (10,1%) já estavam no grupo de mais pontos no 1º de janeiro anterior ao reconhecimento. Esse grupo reúne no máximo 1% das pessoas avaliadas; pelo acaso, seria menos de 1 em cada 100.
Estar nesse grupo não quer dizer ter doença de Huntington: das pessoas que entraram no grupo, só cerca de 1 em cada 17 mil foi reconhecida pelo SUS nos 2 anos seguintes. Por isso a pontuação serve para planejar serviços e pesquisa, não para apontar pessoas.
O teste contou 170 pessoas reconhecidas. No teste principal, feito no grupo menor, de até 1 em cada mil pessoas com mais pontos, a diferença em relação ao acaso foi estatisticamente significativa, já descontado o fato de 49 doenças terem sido testadas. Com 100 ou mais pessoas reconhecidas, o resultado é uma validação estatística retrospectiva sobre os registros do SUS, não uma confirmação de diagnóstico.
Análises de sensibilidade registradas antes de contar: Sem a exclusão de registros implausíveis. Com a exclusão mais ampla registrada (sem nenhum residente do Paraná, do Maranhão e do Rio Grande do Sul, em todos os anos), o teste segue significativo, e a doença continua em validação.