Hepática

Hepatite autoimune

Doença em que o sistema de defesa ataca o fígado. O SUS trata com prednisona e azatioprina, remédios que também são usados em outras doenças e que não identificam a doença nos registros.

Fontes SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024Situação validação estatística retrospectiva · 1.060 reconhecidos no testePacote clínico Elaborado com apoio de inteligência artificial e aprovado por revisão dupla automatizada; ainda sem revisão por especialistas clínicos. Parte das referências das explicações alternativas ainda está em conferência. Limite: a forma aguda chega sem passado registrado; a colangite de qualquer tipo exclui (escolha conservadora).

Quem o SUS reconhece

O SUS reconheceu 10.315 pessoas novas com Hepatite autoimune de 2011 a 2023

Em acompanhamento (jun/2024)7.69083% mulheres
Reconhecidas até jun/202414.070
Esperados (faixa de referência)21.420 a 107.110Orphanet · 1-5 / 10 000

A forma aguda chega já com o diagnóstico e sem passado registrado, e a criança pequena tem pouco contato anterior com o SUS; a jornada medida é sobretudo a da forma lenta do adulto. "Esperados" é uma faixa epidemiológica de referência, extrapolada da frequência publicada da doença, quase sempre medida em outros países. A diferença entre esperados e reconhecidos não corresponde ao número de pessoas sem diagnóstico: pode refletir atendimento só na saúde suplementar, óbitos, codificação, disponibilidade dos registros e diferenças epidemiológicas.

Pessoas novas reconhecidas por ano

2011730
2012735
2013705
2014710
2015710
2016730
2017915
2018945
2019930
2020675
2021885
2022790
2023860

Em acompanhamento por grande região

Norte330
Nordeste1.520
Sudeste3.865
Sul1.375
Centro-Oeste520
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Odisseia diagnóstica

Entre quem já usava o SUS havia 2 anos, 8 em cada 10 pessoas com Hepatite autoimune chegam ao reconhecimento sem nenhum sinal da doença anotado antes

Sem nenhum sinal antes82%entre quem tinha 2 anos de história no SUS
Já chegam reconhecidas41%primeiro contato com o SUS já com o registro de reconhecimento
Idade mediana no reconhecimento32 anos

Quando apareceu o primeiro sinal

Sem sinal registrado2.515
Só nos 3 meses antes (investigação)120
3 a 12 meses antes180
1 a 2 anos antes85
2 a 5 anos antes170

Idade no reconhecimento

0 a 9 anos665
10 a 191.670
20 a 291.205
30 a 39985
40 a 49965
50 a 591.105
60 a 69845
70 ou maismenos de 10
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Sinais que antecedem o reconhecimento

Autoanticorpos do fígado: mais de 155× mais comum nos anos antes do reconhecimento

Somando sinais, consultas com especialista e exames, 31,2% das pessoas com Hepatite autoimune mostravam algo antes, contra 2,4% das pessoas comparadas.

Quantas vezes mais comum antes do reconhecimento (escala logarítmica)

Autoanticorpos do fígadomais de 155× · 2,6% dos casos
Hepatite crônica não classificada (inclui a antiga "hepatite crônica ativa")mais de 130× · 2,1% dos casos
Anticorpo antimitocôndriamais de 130× · 2,1% dos casos
Icterícia, transaminases altas, fígado aumentadomais de 110× · 1,8% dos casos
Cirrose, fibrose, hipertensão portal, varizes, ascite98,9× · 4,5% dos casos
Hepatite ou doença do fígado não especificada72,9× · 6% dos casos
FAN ou eletroforese de proteínas17,1× · 4,7% dos casos
Doença autoimune associada (tireoidite, celíaca, retocolite, vitiligo)9,7× · 1,8% dos casos
Consulta com gastroenterologista8,3× · 12,5% dos casos
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Cascata do cuidado

Sem medicamento específico registrado por pessoa no SUS

Em acompanhamento7.690
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Desempenho da regra

Validação estatística retrospectiva: a regra antecipa parte dos reconhecimentos, para planejamento, não para apontar pessoas

17 em cada 100 já estavam no grupo de mais pontos (até 1% das pessoas avaliadas) · pelo acaso, menos de 1Cada bonequinho representa 1% das pessoas reconhecidas que o teste podia avaliar.

Os pontos vêm dos sinais registrados no SUS. Entre as pessoas que o SUS reconheceu com hepatite autoimune de 2019 a 2023 e que o teste podia avaliar (as que já usavam o SUS havia pelo menos 2 anos), cerca de 17 em cada 100 (16,9%) já estavam no grupo de mais pontos no 1º de janeiro anterior ao reconhecimento. Esse grupo reúne no máximo 1% das pessoas avaliadas; pelo acaso, seria menos de 1 em cada 100.

Estar nesse grupo não quer dizer ter hepatite autoimune: das pessoas que entraram no grupo, só cerca de 1 em cada 2,6 mil foi reconhecida pelo SUS nos 2 anos seguintes. Por isso a pontuação serve para planejar serviços e pesquisa, não para apontar pessoas.

O teste contou 1.060 pessoas reconhecidas. No teste principal, feito no grupo menor, de até 1 em cada mil pessoas com mais pontos, a diferença em relação ao acaso foi estatisticamente significativa, já descontado o fato de 49 doenças terem sido testadas. Com 100 ou mais pessoas reconhecidas, o resultado é uma validação estatística retrospectiva sobre os registros do SUS, não uma confirmação de diagnóstico.

SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado