Pulmonar

Hipertensão arterial pulmonar

Pressão alta nas artérias do pulmão, que força o lado direito do coração e causa falta de ar. O SUS fornece medicamentos próprios, liberados depois da confirmação por cateterismo.

Fontes SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024Situação validação estatística retrospectiva · 1.160 reconhecidos no testePacote clínico Elaborado com apoio de inteligência artificial e aprovado por revisão dupla automatizada; ainda sem revisão por especialistas clínicos. Parte das referências das explicações alternativas ainda está em conferência. Juntas a forma idiopática (I27.0) e a associada (I27.2, I27.8); resultado também por código. Cateterismo ausente da base.

Quem o SUS reconhece

O SUS reconheceu 11.805 pessoas novas com HAP de 2011 a 2023

Em acompanhamento (jun/2024)6.38076% mulheres
Reconhecidas até jun/202414.680
Esperados (faixa de referência)2.140 a 19.280Orphanet · 1-9 / 100 000

Só entra a hipertensão pulmonar do grupo que recebe os medicamentos próprios no SUS; a causada por doença do coração esquerdo, do pulmão ou por trombose fica fora. O cateterismo que confirma o diagnóstico não aparece nos registros. "Esperados" é uma faixa epidemiológica de referência, extrapolada da frequência publicada da doença, quase sempre medida em outros países. A diferença entre esperados e reconhecidos não corresponde ao número de pessoas sem diagnóstico: pode refletir atendimento só na saúde suplementar, óbitos, codificação, disponibilidade dos registros e diferenças epidemiológicas.

Pessoas novas reconhecidas por ano

20111.025
20121.025
20131.125
20141.045
2015735
2016705
2017880
20181.035
2019955
2020710
2021825
2022830
2023915

Em acompanhamento por grande região

Norte205
Nordeste1.765
Sudeste3.040
Sul810
Centro-Oeste495
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Odisseia diagnóstica

Entre quem já usava o SUS havia 2 anos, 8 em cada 10 pessoas com HAP chegam ao reconhecimento sem nenhum sinal da doença anotado antes

Sem nenhum sinal antes79,5%entre quem tinha 2 anos de história no SUS
Já chegam reconhecidas35%primeiro contato com o SUS já com o registro de reconhecimento
Idade mediana no reconhecimento43 anos

Quando apareceu o primeiro sinal

Sem sinal registrado3.105
Só nos 3 meses antes (investigação)135
3 a 12 meses antes150
1 a 2 anos antes140
2 a 5 anos antes375

Idade no reconhecimento

0 a 9 anos1.065
10 a 19menos de 10
20 a 29915
30 a 391.320
40 a 491.385
50 a 591.375
60 a 691.160
70 ou mais1.020
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Sinais que antecedem o reconhecimento

Doenças associadas à HAP (esclerose sistêmica, doença mista, esquistossomose mansônica, hipertensão portal): 179,9× mais comum nos anos antes do reconhecimento

Somando sinais, consultas com especialista e exames, 58,5% das pessoas com HAP mostravam algo antes, contra 12,5% das pessoas comparadas.

Quantas vezes mais comum antes do reconhecimento (escala logarítmica)

Doenças associadas à HAP (esclerose sistêmica, doença mista, esquistossomose mansônica, hipertensão portal)179,9× · 4,4% dos casos
Espirometria17,8× · 1,5% dos casos
Cardiopatia pulmonar não especificada, edema, ascite17,6× · 1% dos casos
Falta de ar e desmaio12× · 1,4% dos casos
Consulta com reumatologista9,9× · 1,7% dos casos
Possível diagnóstico trocado (asma no adulto)6,9× · 4,5% dos casos
Lúpus, cardiopatia congênita com shunt, HIV6,4× · 7,7% dos casos
Ecocardiograma5,5× · 42,1% dos casos
Consulta com cardiologista5,2× · 30,7% dos casos
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Cascata do cuidado

76% das pessoas em acompanhamento receberam o medicamento em 2024

Em acompanhamento6.380
Em tratamento em 20244.855 (76%)
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Desempenho da regra

Validação estatística retrospectiva: a regra antecipa parte dos reconhecimentos, para planejamento, não para apontar pessoas

16 em cada 100 já estavam no grupo de mais pontos (até 1% das pessoas avaliadas) · pelo acaso, menos de 1Cada bonequinho representa 1% das pessoas reconhecidas que o teste podia avaliar.

Os pontos vêm dos sinais registrados no SUS. Entre as pessoas que o SUS reconheceu com hipertensão arterial pulmonar de 2019 a 2023 e que o teste podia avaliar (as que já usavam o SUS havia pelo menos 2 anos), cerca de 16 em cada 100 (16,3%) já estavam no grupo de mais pontos no 1º de janeiro anterior ao reconhecimento. Esse grupo reúne no máximo 1% das pessoas avaliadas; pelo acaso, seria menos de 1 em cada 100.

Estar nesse grupo não quer dizer ter hipertensão arterial pulmonar: das pessoas que entraram no grupo, só cerca de 1 em cada 2,5 mil foi reconhecida pelo SUS nos 2 anos seguintes. Por isso a pontuação serve para planejar serviços e pesquisa, não para apontar pessoas.

O teste contou 1.160 pessoas reconhecidas. No teste principal, feito no grupo menor, de até 1 em cada mil pessoas com mais pontos, a diferença em relação ao acaso foi estatisticamente significativa, já descontado o fato de 49 doenças terem sido testadas. Com 100 ou mais pessoas reconhecidas, o resultado é uma validação estatística retrospectiva sobre os registros do SUS, não uma confirmação de diagnóstico.

SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado