Reumatológica

Esclerose sistêmica

Doença autoimune que endurece a pele e pode atingir vasos, pulmões e outros órgãos; muitas vezes começa anos antes com dedos que mudam de cor no frio (fenômeno de Raynaud). O SUS trata com medicamentos do protocolo, a maioria também usada em outras doenças.

Fontes SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024Situação validação estatística retrospectiva · 2.050 reconhecidos no testePacote clínico Elaborado com apoio de inteligência artificial e aprovado por revisão dupla automatizada; ainda sem revisão por especialistas clínicos. Parte das referências das explicações alternativas ainda está em conferência.

Quem o SUS reconhece

O SUS reconheceu 9.215 pessoas novas com Esclerose sistêmica de 2011 a 2023

Em acompanhamento (jun/2024)6.48090% mulheres
Reconhecidas até jun/202410.745
Esperados (faixa de referência)21.420 a 107.110Orphanet · 1-5 / 10 000

"Esperados" é uma faixa epidemiológica de referência, extrapolada da frequência publicada da doença, quase sempre medida em outros países. A diferença entre esperados e reconhecidos não corresponde ao número de pessoas sem diagnóstico: pode refletir atendimento só na saúde suplementar, óbitos, codificação, disponibilidade dos registros e diferenças epidemiológicas.

Pessoas novas reconhecidas por ano

2011455
2012380
2013390
2014460
2015510
2016785
2017835
2018805
2019895
2020735
2021900
2022995
20231.070

Em acompanhamento por grande região

Norte120
Nordeste725
Sudeste3.250
Sul1.955
Centro-Oeste375
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Odisseia diagnóstica

Entre quem já usava o SUS havia 2 anos, 9 em cada 10 pessoas com Esclerose sistêmica chegam ao reconhecimento sem nenhum sinal da doença anotado antes

Sem nenhum sinal antes89,1%entre quem tinha 2 anos de história no SUS
Já chegam reconhecidas23%primeiro contato com o SUS já com o registro de reconhecimento
Idade mediana no reconhecimento50 anos

Quando apareceu o primeiro sinal

Sem sinal registrado4.175
Só nos 3 meses antes (investigação)70
3 a 12 meses antes110
1 a 2 anos antes115
2 a 5 anos antes215

Idade no reconhecimento

0 a 9 anosmenos de 10
10 a 19240
20 a 29525
30 a 391.095
40 a 491.800
50 a 592.035
60 a 691.380
70 ou mais575
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Sinais que antecedem o reconhecimento

Possível diagnóstico trocado (esclerodermia localizada, linear): mais de 190× mais comum nos anos antes do reconhecimento

Somando sinais, consultas com especialista e exames, 49,8% das pessoas com Esclerose sistêmica mostravam algo antes, contra 11,1% das pessoas comparadas.

Quantas vezes mais comum antes do reconhecimento (escala logarítmica)

Possível diagnóstico trocado (esclerodermia localizada, linear)mais de 190× · 2% dos casos
Anticorpo anti-Scl-70mais de 185× · 2% dos casos
Hipertensão pulmonar144,1× · 2,9% dos casos
Doença pulmonar intersticial138,6× · 2,4% dos casos
Fenômeno de Raynaudmais de 45× · 0,5% dos casos
Consulta com reumatologista30,9× · 7,1% dos casos
FAN (anticorpo antinúcleo)11,8× · 3,7% dos casos
Úlcera crônica da pele e gangrena6,1× · 0,3% dos casos
Dificuldade para engolir e refluxo5,1× · 0,8% dos casos
Espirometria ou ecocardiograma5× · 36,3% dos casos
Consulta com dermatologista4,9× · 5,2% dos casos
Consulta com angiologista2,1× · 0,8% dos casos
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Cascata do cuidado

64% das pessoas em acompanhamento receberam o medicamento em 2024

Em acompanhamento6.480
Em tratamento em 20244.150 (64%)
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Desempenho da regra

Validação estatística retrospectiva: a regra antecipa parte dos reconhecimentos, para planejamento, não para apontar pessoas

18 em cada 100 já estavam no grupo de mais pontos (até 1% das pessoas avaliadas) · pelo acaso, menos de 1Cada bonequinho representa 1% das pessoas reconhecidas que o teste podia avaliar.

Os pontos vêm dos sinais registrados no SUS. Entre as pessoas que o SUS reconheceu com esclerose sistêmica de 2019 a 2023 e que o teste podia avaliar (as que já usavam o SUS havia pelo menos 2 anos), cerca de 18 em cada 100 (18,2%) já estavam no grupo de mais pontos no 1º de janeiro anterior ao reconhecimento. Esse grupo reúne no máximo 1% das pessoas avaliadas; pelo acaso, seria menos de 1 em cada 100.

Estar nesse grupo não quer dizer ter esclerose sistêmica: das pessoas que entraram no grupo, só cerca de 1 em cada 1,9 mil foi reconhecida pelo SUS nos 2 anos seguintes. Por isso a pontuação serve para planejar serviços e pesquisa, não para apontar pessoas.

O teste contou 2.050 pessoas reconhecidas. No teste principal, feito no grupo menor, de até 1 em cada mil pessoas com mais pontos, a diferença em relação ao acaso foi estatisticamente significativa, já descontado o fato de 49 doenças terem sido testadas. Com 100 ou mais pessoas reconhecidas, o resultado é uma validação estatística retrospectiva sobre os registros do SUS, não uma confirmação de diagnóstico.

SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado