Neurológica

Esclerose lateral amiotrófica

Doença que destrói os neurônios que comandam os músculos, levando a fraqueza progressiva e a dificuldade para falar, engolir e respirar. O SUS fornece o riluzol.

Fontes SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024Situação validação estatística retrospectiva · 2.225 reconhecidos no testePacote clínico Elaborado com apoio de inteligência artificial e aprovado por revisão dupla automatizada; ainda sem revisão por especialistas clínicos. Parte das referências das explicações alternativas ainda está em conferência. Odisseia curta; perda grande por óbito em "em acompanhamento".

Quem o SUS reconhece

O SUS reconheceu 20.375 pessoas novas com ELA de 2011 a 2023

Em acompanhamento (jun/2024)7.18549% mulheres
Reconhecidas até jun/202426.145
Esperados (faixa de referência)2.140 a 19.280Orphanet · 1-9 / 100 000

É uma doença de evolução rápida: parte grande das pessoas reconhecidas já morreu, e quem morreu sai de "em acompanhamento". A jornada até o reconhecimento costuma ser curta. "Esperados" é uma faixa epidemiológica de referência, extrapolada da frequência publicada da doença, quase sempre medida em outros países. A diferença entre esperados e reconhecidos não corresponde ao número de pessoas sem diagnóstico: pode refletir atendimento só na saúde suplementar, óbitos, codificação, disponibilidade dos registros e diferenças epidemiológicas.

Pessoas novas reconhecidas por ano

20111.220
20121.245
20131.350
20141.360
20151.525
20161.410
20171.650
20181.635
20191.735
20201.605
20211.785
20221.900
20231.955

Em acompanhamento por grande região

Norte295
Nordeste1.380
Sudeste3.750
Sul1.230
Centro-Oeste500
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Odisseia diagnóstica

Entre quem já usava o SUS havia 2 anos, 9 em cada 10 pessoas com ELA chegam ao reconhecimento sem nenhum sinal da doença anotado antes

Sem nenhum sinal antes93,2%entre quem tinha 2 anos de história no SUS
Já chegam reconhecidas45%primeiro contato com o SUS já com o registro de reconhecimento
Idade mediana no reconhecimento59 anos

Quando apareceu o primeiro sinal

Sem sinal registrado5.460
Só nos 3 meses antes (investigação)100
3 a 12 meses antes135
1 a 2 anos antes70
2 a 5 anos antes90

Idade no reconhecimento

0 a 9 anosmenos de 10
10 a 1920
20 a 29220
30 a 39860
40 a 492.235
50 a 594.045
60 a 694.360
70 ou mais2.755
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Sinais que antecedem o reconhecimento

Eletroneuromiografia: 30,5× mais comum nos anos antes do reconhecimento

Somando sinais, consultas com especialista e exames, 17,5% das pessoas com ELA mostravam algo antes, contra 3,5% das pessoas comparadas.

Quantas vezes mais comum antes do reconhecimento (escala logarítmica)

Eletroneuromiografia30,5× · 2,3% dos casos
Mão ou pé caídos14,1× · 0,2% dos casos
Dificuldade de falar (disartria) e de engolir11,5× · 0,7% dos casos
Consulta com neurologista9,2× · 5,8% dos casos
Perda e atrofia muscular8,4× · 0,8% dos casos
Dificuldade para andar e quedas6,7× · 0,7% dos casos
Possível diagnóstico trocado (doença da coluna cervical com mielopatia ou radiculopatia)5,4× · 1,8% dos casos
Consulta com neurocirurgião4,1× · 0,8% dos casos
Possível diagnóstico trocado (túnel do carpo, polineuropatia, miastenia)3,9× · 1,2% dos casos
Consulta com fisiatra (reabilitação)3,6× · 0,8% dos casos
Dosagem de CPK (enzima do músculo)1,5× · 1,4% dos casos
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Cascata do cuidado

72% das pessoas em acompanhamento receberam o medicamento em 2024

Em acompanhamento7.185
Em tratamento em 20245.140 (72%)
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Desempenho da regra

Validação estatística retrospectiva: a regra antecipa parte dos reconhecimentos, para planejamento, não para apontar pessoas

5 em cada 100 já estavam no grupo de mais pontos (até 1% das pessoas avaliadas) · pelo acaso, menos de 1Cada bonequinho representa 1% das pessoas reconhecidas que o teste podia avaliar.

Os pontos vêm dos sinais registrados no SUS. Entre as pessoas que o SUS reconheceu com esclerose lateral amiotrófica de 2019 a 2023 e que o teste podia avaliar (as que já usavam o SUS havia pelo menos 2 anos), cerca de 5 em cada 100 (4,6%) já estavam no grupo de mais pontos no 1º de janeiro anterior ao reconhecimento. Esse grupo reúne no máximo 1% das pessoas avaliadas; pelo acaso, seria menos de 1 em cada 100.

Estar nesse grupo não quer dizer ter esclerose lateral amiotrófica: das pessoas que entraram no grupo, só cerca de 1 em cada 3,5 mil foi reconhecida pelo SUS nos 2 anos seguintes. Por isso a pontuação serve para planejar serviços e pesquisa, não para apontar pessoas.

O teste contou 2.225 pessoas reconhecidas. No teste principal, feito no grupo menor, de até 1 em cada mil pessoas com mais pontos, a diferença em relação ao acaso foi estatisticamente significativa, já descontado o fato de 49 doenças terem sido testadas. Com 100 ou mais pessoas reconhecidas, o resultado é uma validação estatística retrospectiva sobre os registros do SUS, não uma confirmação de diagnóstico.

SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado