Hepática

Colangite biliar primária

Doença crônica do fígado que atinge aos poucos os pequenos canais que levam a bile. O SUS fornece o ácido ursodesoxicólico desde 2019.

Fontes SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024Situação validação estatística retrospectiva · 985 reconhecidos no testePacote clínico Elaborado com apoio de inteligência artificial e aprovado por revisão dupla automatizada; ainda sem revisão por especialistas clínicos. Parte das referências das explicações alternativas ainda está em conferência. Quem apareceu na chegada do medicamento ao seu estado fica à parte.

Quem o SUS reconhece

O SUS reconheceu 3.355 pessoas novas com CBP de 2011 a 2023

Em acompanhamento (jun/2024)7.89580% mulheres
Reconhecidas até jun/20249.260
Esperados (faixa de referência)21.420 a 107.110Orphanet · 1-5 / 10 000

A chegada do medicamento em 2019 trouxe de uma vez quem já tinha a doença; por isso boa parte do primeiro registro cai a partir de 2019. Essas pessoas ficam à parte e fora do teste, e os eventos do teste se concentram em 2021–2023. "Esperados" é uma faixa epidemiológica de referência, extrapolada da frequência publicada da doença, quase sempre medida em outros países. A diferença entre esperados e reconhecidos não corresponde ao número de pessoas sem diagnóstico: pode refletir atendimento só na saúde suplementar, óbitos, codificação, disponibilidade dos registros e diferenças epidemiológicas.

Pessoas novas reconhecidas por ano

2011menos de 10
2012menos de 10
2013menos de 10
2014menos de 10
201510
201615
201720
201835
201930
202030
202175
20221.315
20231.800

Em acompanhamento por grande região

Norte200
Nordeste1.115
Sudeste4.525
Sul1.570
Centro-Oeste440
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Odisseia diagnóstica

Entre quem já usava o SUS havia 2 anos, 9 em cada 10 pessoas com CBP chegam ao reconhecimento sem nenhum sinal da doença anotado antes

Sem nenhum sinal antes86,6%entre quem tinha 2 anos de história no SUS
Já chegam reconhecidas29%primeiro contato com o SUS já com o registro de reconhecimento
Idade mediana no reconhecimento54 anos

Quando apareceu o primeiro sinal

Sem sinal registrado1.565
Só nos 3 meses antes (investigação)50
3 a 12 meses antes75
1 a 2 anos antes35
2 a 5 anos antes85

Idade no reconhecimento

0 a 9 anosmenos de 10
10 a 1960
20 a 29240
30 a 39280
40 a 49420
50 a 59575
60 a 69545
70 ou mais305
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Sinais que antecedem o reconhecimento

Doença do fígado não especificada, fibrose, cirrose sem causa: 148,4× mais comum nos anos antes do reconhecimento

Somando sinais, consultas com especialista e exames, 31,7% das pessoas com CBP mostravam algo antes, contra 5,3% das pessoas comparadas.

Quantas vezes mais comum antes do reconhecimento (escala logarítmica)

Doença do fígado não especificada, fibrose, cirrose sem causa148,4× · 7,8% dos casos
Anticorpo antimitocôndriamais de 95× · 2,7% dos casos
Fosfatase alcalina e outras enzimas alteradas, icteríciamais de 45× · 1,3% dos casos
Hipertensão portal e varizes do esôfagomais de 35× · 1,1% dos casos
Outros autoanticorpos9,3× · 3,5% dos casos
Consulta com gastroenterologista8,2× · 18,8% dos casos
Xantelasma e osteoporose precoce2,4× · 0,7% dos casos
Consulta com dermatologista2,1× · 3,4% dos casos
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Cascata do cuidado

84% das pessoas em acompanhamento receberam o medicamento em 2024

Em acompanhamento7.895
Em tratamento em 20246.630 (84%)
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Desempenho da regra

Validação estatística retrospectiva: a regra antecipa parte dos reconhecimentos, para planejamento, não para apontar pessoas

7 em cada 100 já estavam no grupo de mais pontos (até 1% das pessoas avaliadas) · pelo acaso, menos de 1Cada bonequinho representa 1% das pessoas reconhecidas que o teste podia avaliar.

Os pontos vêm dos sinais registrados no SUS. Entre as pessoas que o SUS reconheceu com colangite biliar primária de 2019 a 2023 e que o teste podia avaliar (as que já usavam o SUS havia pelo menos 2 anos), cerca de 7 em cada 100 (7,3%) já estavam no grupo de mais pontos no 1º de janeiro anterior ao reconhecimento. Esse grupo reúne no máximo 1% das pessoas avaliadas; pelo acaso, seria menos de 1 em cada 100.

Estar nesse grupo não quer dizer ter colangite biliar primária: das pessoas que entraram no grupo, só cerca de 1 em cada 3,1 mil foi reconhecida pelo SUS nos 2 anos seguintes. Por isso a pontuação serve para planejar serviços e pesquisa, não para apontar pessoas.

O teste contou 985 pessoas reconhecidas. No teste principal, feito no grupo menor, de até 1 em cada mil pessoas com mais pontos, a diferença em relação ao acaso foi estatisticamente significativa, já descontado o fato de 49 doenças terem sido testadas. Com 100 ou mais pessoas reconhecidas, o resultado é uma validação estatística retrospectiva sobre os registros do SUS, não uma confirmação de diagnóstico.

SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado