Amiloidose

Amiloidose hereditária por transtirretina (ATTR)

Uma proteína do sangue, alterada por herança genética, se deposita nos nervos e no coração. O RareSign cobre a forma neurológica hereditária. O tafamidis 20 mg aparece nos registros do SUS desde outubro de 2019.

Fontes SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024Situação validação estatística retrospectiva · 160 reconhecidos no testePacote clínico Elaborado com apoio de inteligência artificial e aprovado pela equipe técnica da TechTrials; ainda sem revisão por especialistas clínicos. Esperados: extrapolação, não medida no Brasil.

Quem o SUS reconhece

O SUS reconheceu 755 pessoas novas com ATTR de 2011 a 2023

Em acompanhamento (jun/2024)1.04048% mulheres
Reconhecidas até jun/20241.315
Esperados (faixa de referência)640 a 5.220literatura · 1 em 334 mil a 1 em 41 mil (extrapolação)

Até 2018, o SUS reconhecia poucas pessoas novas por ano. Parte do salto a partir de 2019 são pessoas que já tinham o diagnóstico e só apareceram nos registros quando o tafamidis chegou; elas ficam à parte e fora do teste da regra. "Esperados" é uma faixa epidemiológica de referência, extrapolada da frequência publicada da doença, quase sempre medida em outros países. A diferença entre esperados e reconhecidos não corresponde ao número de pessoas sem diagnóstico: pode refletir atendimento só na saúde suplementar, óbitos, codificação, disponibilidade dos registros e diferenças epidemiológicas.

Pessoas novas reconhecidas por ano

201120
2012menos de 10
201310
201415
201510
201610
2017menos de 10
2018menos de 10
201935
202010
202170
2022240
2023310

Em acompanhamento por grande região

Norte20
Nordeste225
Sudeste615
Sul100
Centro-Oeste75
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Odisseia diagnóstica

Entre quem já usava o SUS havia 2 anos, 8 em cada 10 pessoas com ATTR chegam ao reconhecimento sem nenhum sinal da doença anotado antes

Sem nenhum sinal antes84,4%entre quem tinha 2 anos de história no SUS
Já chegam reconhecidas36%primeiro contato com o SUS já com o registro de reconhecimento
Idade mediana no reconhecimento56 anos

Quando apareceu o primeiro sinal

Sem sinal registrado305
Só nos 3 meses antes (investigação)menos de 10
3 a 12 meses antesmenos de 10
1 a 2 anos antes15
2 a 5 anos antes20

Idade no reconhecimento

0 a 9 anos10
10 a 1920
20 a 2940
30 a 3965
40 a 49100
50 a 59100
60 a 6995
70 ou mais165
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Sinais que antecedem o reconhecimento

Polineuropatia: 33,9× mais comum nos anos antes do reconhecimento

Somando sinais, consultas com especialista e exames, 60% das pessoas com ATTR mostravam algo antes, contra 31,8% das pessoas comparadas.

Quantas vezes mais comum antes do reconhecimento (escala logarítmica)

Polineuropatia33,9× · 4,7% dos casos
Eletroneuromiografiamais de 25× · 3,6% dos casos
Consulta com neurologista13× · 11,4% dos casos
Insuficiência cardíaca6,5× · 6,1% dos casos
Consulta com médico nuclear5,8× · 13,3% dos casos
Consulta com coloproctologista4,4× · 3,3% dos casos
Ecocardiograma ou Holter2,8× · 27,2% dos casos
Consulta com cardiologista2,6× · 29,2% dos casos
Consulta com oftalmologista0,9× · 16,9% dos casos
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Cascata do cuidado

70% das pessoas em acompanhamento receberam o medicamento em 2024

Em acompanhamento1.040
Já recebeu o medicamento860 (83%)
Em tratamento em 2024725 (70%)
SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado

Desempenho da regra

Validação estatística retrospectiva: a regra antecipa parte dos reconhecimentos, para planejamento, não para apontar pessoas

17 em cada 100 já estavam no grupo de mais pontos (até 1% das pessoas avaliadas) · pelo acaso, menos de 1Cada bonequinho representa 1% das pessoas reconhecidas que o teste podia avaliar.

Os pontos vêm dos sinais registrados no SUS. Entre as pessoas que o SUS reconheceu com ATTR hereditária de 2019 a 2023 e que o teste podia avaliar (as que já usavam o SUS havia pelo menos 2 anos), cerca de 17 em cada 100 (16,8%) já estavam no grupo de mais pontos no 1º de janeiro anterior ao reconhecimento. Esse grupo reúne no máximo 1% das pessoas avaliadas; pelo acaso, seria menos de 1 em cada 100.

Estar nesse grupo não quer dizer ter ATTR hereditária: das pessoas que entraram no grupo, só cerca de 1 em cada 28 mil foi reconhecida pelo SUS nos 2 anos seguintes. Por isso a pontuação serve para planejar serviços e pesquisa, não para apontar pessoas.

O teste contou 160 pessoas reconhecidas. No teste principal, feito no grupo menor, de até 1 em cada mil pessoas com mais pontos, a diferença em relação ao acaso foi estatisticamente significativa, já descontado o fato de 49 doenças terem sido testadas. Com 100 ou mais pessoas reconhecidas, o resultado é uma validação estatística retrospectiva sobre os registros do SUS, não uma confirmação de diagnóstico.

SUS (DataSUS) via Genius Cohort, 2008 a jun/2024 · cálculo consolidado